<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428</id><updated>2011-04-22T02:21:52.293+01:00</updated><title type='text'>Ecos de um passado</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-6616806158001312848</id><published>2008-06-05T06:23:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:24:48.391+01:00</updated><title type='text'>Os Olímpicos (2ª Parte)</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img alt="Atlas"align=left  hspace="10"src="http://deltacat2.no.sapo.pt/atlas.jpg"width="350"&gt;&lt;strong&gt;Muito embora Geia, a Terra-Mãe, exorte os titãs a aceitar Zeus como deus supremo, a maior parte deles recusa, desencadeando uma épica guerra, de dez anos - a Titanomaquia. Por fim, Zeus e os seus irmãos, em conjunto com os seus aliados, prevalecem sobre os titãs, que se vêem exilados para as profundezas do Tártaro.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Dos derrotados titãs, apenas o que se chama Atlas recebe um destino diferente. É condenado por Zeus a viver na orla do mundo, onde deve segurar os céus e manter a separação do céu e da Terra para toda a eternidade. (As montanhas Atlas em Marrocos, perto do Oceano Atlântico, são supostamente o local onde Atlas se encontra. E quando um cartógrafo criou uma colecção de mapas do mundo, conhecido em 1570, chamou-lhe um "atlas" em sua honra.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o trabalho de Zeus não está terminado. Antes de poder afirmar totalmente a sua liderança, terá também de derrotar uma raça de Gigantes nascidos do sangue derramado pela castração de Úrano. Com a ajuda de Héracles, meio humano e meio deus (Hércules para os Romanos), Zeus e os deuses vencem os gigantes que, reza a lenda, foram então enterrados sob vulcões, em várias partes da Grécia e de Itália. Quando, mais tarde, os Gregos desenterraram os ossos de animais pré-históricos, acreditaram ter encontrado os restos mortais desses Gigantes.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Zeus vence Tífen (ou Tifeu), um monstro com cem cabeças de dragão, olhos abrasadores e muitas vozes, usando raios para o fazer cair para o Tártaro, onde ficou e se tornou a origem dos furacões. (A palavra "tufão" é, na realidade, uma mistura deste nome grego, adaptado mais tarde pelo arábico, com as palavras chinesas "Tai fung", que significam "vento grande".) Com Titãs, Gigantes e monstros reduzidos a buracos no seu cinto divino, Zeus é declarado senhor dos outros deuses e deusas, que concordam em viver com ele no Monte Olimpo. A montanha mais alta da Grécia, o Olímpo ascende aos 2917 metros e fica no Norte do país, dividindo a região da Tessália da Macedónia.&lt;br /&gt;O cume encontra-se habitualmente coberto de neve e envolto em nuvens, o que serve para realçar ainda mais a sua atmosfera misteriosa como morada tradicional dos deuses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-6616806158001312848?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/6616806158001312848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=6616806158001312848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/6616806158001312848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/6616806158001312848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/06/os-olmpicos-2-parte.html' title='Os Olímpicos (2ª Parte)'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-2987540561704537972</id><published>2008-04-30T17:25:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:26:45.626+01:00</updated><title type='text'>Os Olímpicos (1ª Parte)</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img alt="Zeus"align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/zeus.JPG"width="350"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A impaciente assistência está agora no ponto. O palco está pronto para a entrada das mais importantes e conhecidas figuras dos mitos gregos - os Olímpicos -, alguns dos quais descendem de Crono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo a forma como depôs o seu prório pai, Crono teme que os filhos do seu casamento com a irmã, Reia, possam seguir-lhe o exemplo, por isso engole os cinco primeiros filhos assim que a mãe os dá à luz. Para salvar o sexto filho, Reia engana Crono e fá-lo engolir uma pedra embrulhada num cobertor de bebé, e depois esconde a criança numa caverna, na ilha de Creta, onde o menino é criado por ninfas e alimentado a leite e mel. Essa criança, salva por reia, é Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais poderosa de todas as potentades gregas, Zeus ascenderá ao lugar de senhor do panteão dos deuses gregos. Contudo, primeiro deverá demonstrar que é merecedor desse lugar. As suas provas iniciam-se quando regressa para desafiar a supremacia do pai e resgatar os irmãos - uma repetição da batalha de Crono com o seu próprio pai, Úrano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de Reia, começa por enganar Crono e levá-lo a beber um líquido que o faz vomitar as cinco crianças engolidas mais a pedra de Reia. Zeus liberta depois os terríveis Cíclopes, ainda presos no interior da Terra, e estes fabricam armas mágicas para Zeus e os seus dois irmão, incluíndo a grandiosa lança de três dentes, ou tridente, para Posídon, um capacete que conferia invisibilidade para Hades, e os raios que se tornam a fabulosa arma e símbolo de poder de Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este libertou também os assustadores Hecatonquiros das profundezas de Tártaro, onde foram aprisionados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-2987540561704537972?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/2987540561704537972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=2987540561704537972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2987540561704537972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2987540561704537972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/04/os-olmpicos-1-parte.html' title='Os Olímpicos (1ª Parte)'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-459369361449109644</id><published>2008-04-17T17:37:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:37:54.141+01:00</updated><title type='text'>A castração de um deus</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img alt="Crono devorando um dos filho"align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/crono.jpg"width="300"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Ressentida e em sofrimento, Geia quer que os filhos tratem de "despachar" o seu querido pai. Porém, apenas Crono, o mais jovem dos Titãs, demosntra ter a fibra necessária. Geia dá a Crono uma pequena foice com a qual deveria atacar Úrano de surpresa num momento que deve ter deixado os homens da assistência de Hesíodo com uma sensação de desconforto: "Emboscado, a mão esquerda de Crono agarrou os genitais do pai, esticou a mão direita com a foice, de lâmina denteada, afiada e mortífera. Como um ceifeiro, cortou os genitais do seu próprio pai."&lt;br /&gt;Segundo o relato de Hesíodo, estes genitais cortados foram então transportados para o oceano, onde a espuma do mar se misturou por magia com o sangue e o sémen de Úrano e criou Afrodite, deusa do amor que emergiu do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo emasculado o seu pai, Crono liberta os seus irmãos Titãs da caverna no interior de Geia e torna-se rei dos deuses.&lt;br /&gt;Mais uma vez, esta história faz eco do mito mesopotâmico da criação, no qual o deus do mar primordial, Apsu, é derrubado por um dos seus filhos, Enki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado de Crono, o trabalho de criar o mundo prosseguiu e centenas de outras divindades nasceram, incluíndo mais Titãs, tais como Atlas e Prometeu, os deuses ou deusas da morte, do arco-íris, dos rios e do sono - os seus nomes meticulosamente catalogados por Hesíodo. E à medida que os lemos, é impossível não pensarmos no cantor - talvez fazendo-se acompanhar de uma lira - entoando estes nomes numa festa de casamento, celebrando as gloriosas divindades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-459369361449109644?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/459369361449109644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=459369361449109644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/459369361449109644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/459369361449109644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/04/castrao-de-um-deus.html' title='A castração de um deus'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-6288734875953504675</id><published>2008-04-09T17:37:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:38:39.424+01:00</updated><title type='text'>A criação Grega</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Quaisquer que sejam as suas origens míticas, a história da criação grega centrava-se em forças primordiais que despertavam do Nada e davam vida a uma sucessão de deuses, gigantes, monstros e, por fim, às figuras aparentemente divinas com falhas estranhamente humanas.&lt;br /&gt;A criação inicia-se com um estado de vazio chamado Caos - literamente "um vazio escancarado" - do qual os cinco "elementos" originais surgem simplesmente e são então personificados como os primeiros deuses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Geia, a deusa Terra primordial&lt;br /&gt;- Tártaro, ao mesmo tempo um deus e a região mais erma e profunda dos infernos, localizada dentro da Terra.&lt;br /&gt;- Eros, a força do amor, mais tarde transformado num deus do amor, que, nas palavras de Hesíodo, "vence a razão e a resoluçao no peito de todos os deuses e de todos os homens"&lt;br /&gt;- Érebo, o reino da escuridão associado ao lugúbre Tártaro&lt;br /&gt;- Nix, a personificação feminina da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Geia"align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/geia.png" width="300"&gt;Rebentando de poderosa força vital. a deusa primorfial Geia, ou Terra, é "larga de peito, a fundação segura de tudo para sempre" ao dar à luz Úrano, o "céu recamado de estrelas" e a personificação divina do céu. Livre de tabus do incesto, tal como o estavam outros deuses antigos, Úrano torna-se consorte da sua mãe e dorme com ela. A noção de que o céu e a terra foram outrora seres unidos num amplexo sexual é uma ideia antiga comum, tal como no conto egípcio do deus  da terra Geb e da deusa do céu Nut, ou das divindades sumérias An e Ki.&lt;br /&gt;A fértil Geia dá depois à luz as montanhas, os mares e as ninfas, que estavam associadas às árvores, às nascentes, aos rios e às florestas. Geia e Úrano concebem então um terrível trio de filhos chamados os Hecatonquitos ("com cem mãos"), monstros cada qual com três cabeças. Na próxima destas curiosas ninhadas encontram-se três filhos conhecidos como os Cíclopes de um só olho (não se trata do mais famoso Cíclope literário que aparece na Odiseia de Homero, um gigante de um só olho chamado Polifemo, um filho do deus do mar, Posídon).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geia e Úrano dão também à luz uma dúzia de crianças conhecidas como os Titãs, a primeira geração de deuses que precedeu os posteriores deuses do Olimpo. De tamanho e força monstruosos, são eles a origem da palavra "titânico". Eram os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oceano, um deus do mar cujas águas rodeavam a Terra, e a sua irmã/consorte Tétis&lt;br /&gt;- Hipérion, por vezes apelidado de Sol e a sua consorte Tia (que em conjunto produzem o Sol, a Lua e a madrugada)&lt;br /&gt;- Témis (chamada Lei) e Reia, outras duas deusas da Terra&lt;br /&gt;- Mnemósine, a deusa da memória&lt;br /&gt;- Jápeto, Cós, Crio e Febe, quatro titãs sem papéis específicos&lt;br /&gt;- Crono, o mais jovem e mais ardiloso, descrito como " maquinador desonesto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerar um tal número de filhos extraordinários foi uma façanha e tanto, mas Úrano não estava contente com a sua prole. Temia que estes seus descendentes pudessem insurgir-se e derrubá-lo - um tema comum nos mitos gregos e do Próximo Oriente. Por isso, Úrano tomou uma interessante decisão - talvez o resultado de algum impulso profundo oriundo de uma fantasia masculina sombria - de se unir num perpétuo acto sexual a Geia, de modo a que nada pudesse emergir da união de ambos. Comprimido sobre Geia, Úrano manteve todos os filhos fechados numa caverna no interior do enorme corpo da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-6288734875953504675?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/6288734875953504675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=6288734875953504675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/6288734875953504675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/6288734875953504675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/04/criao-grega.html' title='A criação Grega'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-660908845149539976</id><published>2008-03-21T17:38:00.000Z</published><updated>2008-09-03T17:39:22.326+01:00</updated><title type='text'>A Morte de Heitor (O Fim da Ilíada)</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;O velho Príamo, rei de Tróia, viu, com pavor, Aquiles vestido com a sua brilhante armadura, aproximar-se de seu filho. Quando o herói grego se encontrava muito perto do seu inimigo, o próprio Heitor teve medo e se pôs em fuga. Aquiles deu três voltas às muralhas da cidade, em sua perseguição. Finalmente, Heitor parou e fez-lhe frente. O duelo começou.&lt;br /&gt;Os dois heróis lançaram um sobre o outro o seu dardo, mas sem se atingirem mutuamente. &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/aquiles03.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Com a coragem do desespero, Heitor tirou então a sua espada e precipitou-se sobre o seu inimigo. Mas Aquiles lançou um outro dardo e desta vez com tanta força que Heitor foi trespassado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquiles tirou a armadura ao cadáver e vingou o seu amigo morto arrastando o corpo de Heitor atrás do seu carro. Levou-o assim até à sua tenda, onde o abandonou, sem sepultura, aos cães e às aves de rapina.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/aquiles02.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida organizou uma brilhante festa à memória do seu amigo Pátroclo:&lt;br /&gt;"Muitos bois, muito gordos, mugiam e escabujavam com o ferro no pescoço; muitos carneiros balantes e cabras berrantes, muitos cavalos bem cevados, fora da boca os dentes brancos, estavam a assar sobre as brasas, entre labaredas de Hefaistos. Por toda a parte, em volta do cadáver, como despejado a potes, corria o sangue".&lt;br /&gt;Em seguida acendeu-se uma enorme fogueira, onde foi queimado o morto, com os seus cavalos e os seus cães preferidos e, sobre as suas cinzas foi levantada uma campa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, os deuses tiveram piedade de Heitor e da sua família. O próprio Zeus chamou Tétis: esta deveria persuadir seu filho Aquiles a entregar o corpo de Heitor a seu desolado pai. Quando o troiano entrou na tenda de Aquiles, o herói deixou-se enternecer pelos queixumes do velho. Chorou mesmo e declarou que lhe entregaria o corpo de Heitor.&lt;br /&gt;Tróia encheu-se de lamentações quando os restos mortais do herói foram trazidos para a cidade, onde foi incinerado com grande pompa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/heitor.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Assim termina a Ilíada.&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-660908845149539976?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/660908845149539976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=660908845149539976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/660908845149539976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/660908845149539976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/03/morte-de-heitor-o-fim-da-ilada.html' title='A Morte de Heitor (O Fim da Ilíada)'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-333515840382850575</id><published>2008-03-04T17:42:00.000Z</published><updated>2008-09-03T17:43:04.768+01:00</updated><title type='text'>A morte de Pátroclo e o regresso de Aquiles</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Os gregos já só tinham esperança em Aquiles. Pátroclo apressou-se a ir junto do seu irmão de armas para  mostrar-lhe até que ponto era desesperada a situação. Suplicou a Aquiles que os ajudasse. Se, ao menos, os troianos o vissem no meio do combate, perderiam imediatamente a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Mas Aquiles permaneceu inabalável. No entanto, se a sua armadura pudesse perturbar os troianos, Pátroclo podia levá-la e conduzir os homens de Aquiles ao combate.&lt;br /&gt;Dito e feito. À vista da armadura de Aquiles, todos pensaram - amigos e inimigos - que o próprio Aquiles voltara a participar no combate. Os Gregos retomaram a coragem.&lt;br /&gt;Em contrapartida, os Troianos ficaram cheios de medo e só tiveram um pensamento: procurar a sua salvação na fuga. Os Gregos lançaram-se em seu perseguição.&lt;br /&gt;O carro de Pátroclo estava muito à frente das linhas gregas e muitos troianos morreram às mãos do seu condutor. Mas às portas da cidade Heitor parou o seu carro. Fez meia volta e precipitou-se ao encontro de Pátroclo. Finalmente, atravessou com a sua lança o inimigo e, como troféu, levou para Tróia a armadura de Aquiles.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="morte de Pátroclo"src="http://grecia01.no.sapo.pt/patroclo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quando Aquiles sou que tinha perdido o seu melhor amigo e a sua armadura, enfureceu-se. Desfeito em pranto, atirou-se ao chão. Prometeu a si mesmo não dar sepultura ao seu amigo morto antes de trazer a cabeça de Heitor como troféu. As lamentações de Aquiles chegaram à resplandescente gruta, no fundo do oceano, onde vivia Tétis, a mãe do herói. Preocupada, veio à superfície e tentou consolá-lo. Prometeu-lhe que Hefesto, o deus do fogo, lhe forjaria, a seu pedido, uma nova armadura. No dia seguinte, de manhã, o herói pôde vestir a nova armadura, mais bela do que a antiga, e,com uma voz de trovão, reuniu os Gregos. No meio das aclamações de todos os guerreiros, reconciliou-se com Agaménmon. E, em seguida, ao combate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta foi tão terrível que os próprios deuses, que até àquela altura só tinham ajudado os seus protegidos nos momentos críticos, tiveram de entrar em luta.&lt;br /&gt;Aquiles só tinha um pensamento: vingar o seu amigo; e semeou o terror e o luto entre os Troianos:&lt;br /&gt;"Aquiles, do outro lado, pulava como um leão. Um leão devastador que quer comer gente, muita gente, uma povoação inteira. A princípio, desdenhoso, marcha sem grandes pressas; mas quando um dos homens vigorosos, lestos como Ares, o feriu com a lança, então retrai-se, concentra-se em si próprio, mostra as faces, a espuma ferve-lhe nos dentes, o coração anseia e parece dizer que é demasiado pequeno para conter tanta braveza; agita a cauda e a faz estalar nas ancas, excitando-se ao combate, e, os olhos duas fornalhas, arroja-se para a frente, a direito, com ímpeto e valentia, e tanto lhe dá matar como morrer. &lt;br /&gt;Assim, Aquiles, exaltado ao extremo, cheio de ardor e coragem viril, estava prestes a carregar o magnânimo Eneas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota atingiu os Troianos, que se refugiaram nas muralhas da sua cidade. Só Heitor permaneceu fora delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-333515840382850575?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/333515840382850575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=333515840382850575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/333515840382850575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/333515840382850575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/03/morte-de-ptroclo-e-o-regresso-de.html' title='A morte de Pátroclo e o regresso de Aquiles'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-3156792182511540604</id><published>2008-02-21T17:43:00.000Z</published><updated>2008-09-03T17:43:46.109+01:00</updated><title type='text'>Duelos</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Após as injúrias proferidas por Heitor a coragem de Páris renovou-se, desafiando Menelau para um duelo cujo prémio seria Helena. Em seguida os gregos regressariam ao seu país. Os gregos e os Troianos abateram então as armas e seguiram o combate como espectadores pacíficos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Páris e afrodite"align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/Afrofite_Paris.jpg"&gt;Mas Páris não teve muita necessidade de pôr a sua coragem à prova. Quando as coisas pareciam evoluir desvantajosamente para ele, a sua protectora, Afrodite, interveio para o salvar. Envolveu-o numa espessa núvem e trouxe-o para a "câmara perfumada" do palácio de Tróia.&lt;br /&gt;Nem por isso deixou de se querer fazer passar por herói aos olhos de sua esposa, batendo as suas armas com energia, armas com as quais nunca tinha alcançado qualquer vitória. Ela não deixou, porém, que lhe deitassem poeira aos olhos e queixou-se a seu cinhado, o intrépido Heitor:&lt;br /&gt;"Agora, que os deuses nos enviaram esta infelicidade, nem ao menos tenho um marido valente, sensível às censuras e às afrontas dos homens."&lt;br /&gt;Que abismo separava Páris e Helena dos dois esposos-modelos, Heitor e Andrómaco! Não se encontra na literatura mundial uma imagem mais perfeita de amor conjugal. Heitor é a figura mais atrente de toda a Íliada. O poeta põe muita simpatia no retrato de Heitor, filho, pai e marido.&lt;br /&gt;Após o duelo entre Páris e Menelau, os Gregos julgaram que o seu campeão tinha ganho, mas os Troianos não estavam de acordo. E o combate recomeçou. Decidiu-se um novo duelo, desta vez entre Heitor e Ájax, o melhor combatente grego, depois de Aquiles.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;"Como leões furiosos, Ájax e Heitor lançaram-se um sobre o outro e de ambos os lados choveram golpes de espada" até que a escuridão põe fim ao combate.&lt;br /&gt;No dia seguinte, no seu carro de guerra, à frente dos seus homens, Heitor atacou os Gregos. Depressa se travou um corpo a corpo junto dos barcos. Ficaram feridos alguns dos heróis gregos. A única esperança era Aquiles.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-3156792182511540604?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/3156792182511540604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=3156792182511540604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3156792182511540604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3156792182511540604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/02/duelos.html' title='Duelos'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-2565504244469586000</id><published>2008-01-21T17:49:00.000Z</published><updated>2008-09-03T17:50:29.643+01:00</updated><title type='text'>Páris à frente do exército</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Os gregos sabiam que Aquiles era insubstituível: estavam portanto desesperados. Cansados desta guerra interminável, queriam regressar aos seus lares. Numerosos guerreiros se precipitaram para os barcos a fim de os porem a flutuar.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Mas o hábil Ulisses, rei de Ítaca, dirigiu-se-lhes e procurou impedir uma retirada tão pouco gloriosa. Suplicou-lhes que não abandonassem tudo num momento de desespero, como se fossem crianças caprichosas, mas que se aguentassem com firmeza.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;As suas palavras encontraram eco. A nostalgia dos gregos transformou-se em desejo de combate e, com gritos ameaçadores, de novo se precipitaram sobre os troianos.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Páris e Helena"align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/parishelena.jpg"width="350"&gt;&lt;strong&gt;Quando estes viram aproximar-se o inimigo, saíram da cidade para enfrentar os Gregos em campo aberto. Páris marchava à frente do exército.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quando Menelau avistou o sedutor da sua esposa e o viu "marchar em grandes passadas, arrogante como um pavão", precipitou-se sobre ele, ardendo em cólera. E assim acabou rapidamente a coragem do formoso príncipe.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quando o divino Alexandros o viu à frente do exército, sentiu que lhe faltava um pouco  o coração amigo, e tremeu, como se atrás de si corresse a negra Kér. Quem, surpreendido num desfileiro por uma serpente, não dá um salto para trás, de pernas tremelicantes e a cara enfiada?&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Da mesma sorte, o divino Alexandros, com medo do filho de Atheus, tornou a enfileirar com os ardidos troianos.  E Heitor, testemunha do feito, o increpou com palavras amargas:&lt;br /&gt;"Ai Páris, Páris mal parado, homem especiossíssimo, doido por mulheres e sempre volvendo para elas cúpidos olhos! Quanto eu desejaria que não tivesses nascido ou pelo menos nunca chegasses a noivar! Quanto melhor te fora isto que ser objecto de mofa, por todos olhado com desprezo!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Se eles, os hirsutos Acaios, não hão-de estar a rebentar de riso, pois diziam que, a julgar pela figura, nós tinhamos um campeão excelente! Mas eis que o nosso herói nos sai um pusilânime, um efeminado!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-2565504244469586000?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/2565504244469586000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=2565504244469586000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2565504244469586000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2565504244469586000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2008/01/pris-frente-do-exrcito.html' title='Páris à frente do exército'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-1333349456915758848</id><published>2007-11-05T19:50:00.000Z</published><updated>2008-09-03T17:51:28.838+01:00</updated><title type='text'>A Chegada dos Gregos a Tróia</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="10"src="http://rubicat.no.sapo.pt/aquiles.jpg"width="250"&gt;&lt;strong&gt;Quando os gregos chegaram ao país dos Troianos, puxaram os seus barcos para a praia e protegeram-nos com uma muralha. Depois começaram o cerco à cidade. O combate foi duro e incerta a sorte das armas; os anos passavam, sem que se chegasse a qualquer decisão.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O mais forte dos guerreiros troianos era Heitor, irmão de Páris; o maior herói dos Gregos era Aquiles. Bastava que um ou outro aparecesse para pôr os inimigos em fuga.&lt;br /&gt;Mas no decurso do décimo ano da guerra a fortuna começou a abandonar os Gregos. A partilha do saque tinha oposto Aquiles a Agamémnon.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;É com esta querela que se inicia a Íliada. As investidas que os dois heróis trocam entre si não deixam de ter o seu sabor e a sua eloquência. No discurso que segue, Aquiles dá largas ao seu furor:&lt;br&gt;&lt;br /&gt;"Odre de vinho, cara de cão, coração de lebre, em tua pusilanimidade jamais te atreveste a pegar em armas e a pôr pé em combate de homens, nem ousaste combinar ciladas com os príncipes acaios. Em tais aventuras ficavas tolhido de medo como se viras em face o espavento da morte.&lt;br /&gt;Sem dúvida, é mais cómodo divagar pelo meio do grande exército acaio e rapinar o quinhão de alguém que se te opõe.&lt;br /&gt;Se ousas devorar o teu povo, ó rei, é tão somente porque governas vilíssima gente. Se tu não fosses, ó Atreída, uma tal ignomínia, o ultraje que me fizeste seria a tua última insolência."&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Colérico e amargurado, Aquiles fez um juramento de consequências assaz pesadas: nunca mais desembainharia a espada contra os Troianos. Retirou-se para a sua tenda e Pátrocles, seu amigo e irmão de armas, era o único cuja presença suportava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-1333349456915758848?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/1333349456915758848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=1333349456915758848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/1333349456915758848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/1333349456915758848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/11/chegada-dos-gregos-tria.html' title='A Chegada dos Gregos a Tróia'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-2481002950447604177</id><published>2007-10-07T17:51:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:55:01.864+01:00</updated><title type='text'>O julgamento de Páris</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/image017.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Um belo dia em que Páris guardava os rebanhos do seu pai no monte Ida, perto de Tróia, as três deusas aproximaram-se e pediram-lhe que resolvesse a disputa. Não se pouparam a nenhuma tentativa de sedução para alcançar o prémio.&lt;br /&gt;Hera prometeu fazer dele o mais poderoso rei da Terra se lhe concedesse a maçã. Atena torná-lo-ia mais sábio e Afrodite prometeu-lhe que, em recompensa, receberia como esposa a mais bela mulher do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/rapto.jpg"&gt;"É a ti que a maçã pertence", disse Páris sem reflectir e oferecendo o fruto à deusa do amor.&lt;br /&gt;Helena, esposa de Menelau, rei de esparta, era considerada a mais bela mulher do mundo. Páris dirigiu-se então a Esparta, onde o rei o acolheu com hostilidade. Em breve a bela Helena se tornou muito sensível à sua companhia, embora hesitasse em ser infiel ao esposo. Páris decidiu-se então a precipitar as coisas. Com alguns homens, penetrou, uma noite, na câmara da rainha, levou-a para bordo do seu barco e partiu para Tróia.&lt;br /&gt;A notícia do rapto de Helena levantou uma onda de indignação em toda a Grécia. Menelau e seu irmão, o poderoso rei Agaménmon, de Micenas, chamaram à luta todos os príncipes gregos para se vingarem do infame sedutor.&lt;br /&gt;Ardendo em desejo de combater, todos responderam ao apelo, contando a frota grega cerca de 1200 barcos. Agaménmon foi nomeado generalíssimo do exército.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-2481002950447604177?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/2481002950447604177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=2481002950447604177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2481002950447604177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2481002950447604177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/12/chegada-dos-gregos-tria.html' title='O julgamento de Páris'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-2530563155794454823</id><published>2007-09-04T17:58:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T17:59:38.710+01:00</updated><title type='text'>A Guerra de Tróia - Como tudo começou</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="10"src="http://grecia01.no.sapo.pt/afrodite03.jpg"width="225"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Este combate entre o Oriente e o Ocidente (admite-se, em geral, que ocorreu por volta de 1200 a.C.) tinha, realmente, como finalidade o domínio do Helesponto. Mas , para a imaginação das multidões, as causas económicas e políticas são demasiado abstractas e prosaicas. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Elas vibram mais com uma questão sentimental e imaginaram, portanto, um outro motivo para a guerra: o rapto da bela Helena, motivo mítico retomado de uma narrativa popular.&lt;br /&gt; Dos cânticos sobre a Guerra de Tróia e os seus heróis nasceram os dois grandes poemas de Homero: a Ilíada, que se refere à própria guerra, e a Odisseia, que descreve as deambulações do herói Ulisses depois de findos os combates.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A história da Guerra de Tróia, começa pelo relato do pomo da discórdia: Éris, a deusa da discórdia, tentou semear a cizânia entre três deusas: Hera, a esposa de Zeus, Palas Ateneia, a deusa protectora das artes e da ciência, e Afrodite, a deusa do amor.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quando, um dia, Éris foi a única a não poder assistir a uma festa para a qual tinham sido convidados todos os deuses e deusas, vingou-se atirando para o meio dos convivas uma maça de oiro com as palavras: "Para a mais bela!". E o ambiente da festa ficou totalmente alterado.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Zeus, o pai dos deuses, conseguiu trazer um pouco à razão as três divindades que entre si disputavam o prémio, as quais concordaram em entregar a decisão ao príncipe Páris, também célebre pela sua beleza.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-2530563155794454823?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/2530563155794454823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=2530563155794454823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2530563155794454823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2530563155794454823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/09/guerra-de-tria-como-tudo-comeou.html' title='A Guerra de Tróia - Como tudo começou'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-2052890384199192494</id><published>2007-08-09T18:02:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T18:04:21.623+01:00</updated><title type='text'>Eros</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Por muito desagradável que seja este assunto, é impossível passá-lo em claro: o amor dos rapazes desempenhou um papel demasiado importante na educação grega.&lt;br /&gt;Verifica-se até, que a palavra "amor" (eros) raramente se vê usada nos textos da época clássica quando se trata da atracção normal dos sexos e que a reservam quase exclusivamente ao amor homossexual.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Um poeta como Ésquilo, que nunca representara  no teatro o amor-paixão entre um homem e uma mulher, escolheu como assunto dos "Mirmidões" o amor carnal de Aquiles e de Pâtroclo (quando a "Ilíada" apenas imaginou entre os dois heróis uma amizade calorosa mas pura).&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A tradição era tão forte na Grécia, nesse ponto, e tão persistente que, ainda na época romana, Plutarco, embora fosse ele próprio excelente marido e chefe de família numerosa, há-de crer-se obrigado a consagrar muitas páginas do seu "Diálogo sobre o Amor" à demonstração de que as jovens, no fim de contas, também como os rapazes, era capazes de inspirar um sentimento apaixonado!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Argumentar-se-á que este estado de coisas provinha, em Atenas, do facto de as raparigas viverem reclusas e serem iletradas. Mas, em Esparta, onde elas se mostravam em público seminuas e onde os rapazes pouco cultivavam a inteligência, a &lt;U&gt; pederastia&lt;/U&gt; abundava (ou causava estragos) mais profunda e abertamente do que em Atenas. Em compensação, é inegável que a nudez dos jovens em casa do pederasta favoreceu a pederastia.&lt;br /&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/pederastia.jpg"&gt; &lt;br&gt;&lt;font size="1"&gt;Cena de pederastia na palaestra&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As numerosas pinturas de vasos, que representavam crianças e efebos praticando ginástica, possuem inscrições do tipo de "calos" que são outras tantas dedicatórias a "formosos rapazes".&lt;br /&gt;A cidade Grega, mesmo evoluída, como a Atenas do século de Péricles, continua a ser um "clube de homens", "um meio masculino fechado" interdito ao outro sexo, no qual a dedicação apaixonada de um homem e de um adolescente de doze a dezoito anos pode ser fomentadora de nobres sentimentos de honra e coragem.&lt;br /&gt;O famoso "Batalhão Sagrado" de Tebas, no século IV, é um exemplo típico de bravura colectiva sustentada e cimentada por "amizades especiais". &lt;br /&gt;Admitamos que o amor de Sócrates por Alcibíades se tenha mantido puro, aliás com grande despeito do jovem, mas como dirá Plutarco, " Se o amor dos rapazes renega a voluptuosidade, é porque tem vergonha e teme o castigo; como necessita de um pretexto honesto para se aproximar dos rapazes belos, começa por pôr em evidência a amizade e a virtude.&lt;br /&gt;Cobre-se de poeira no ginásio, toma banhos frios, ergue as sobrancelhas; cá fora, dá-se ares de filósofo e de sábio, por causa da lei; depois, à noite, quando tudo repousa, doce é a colheita na ausência do guarda".&lt;br /&gt;Uma máxima tipicamente grega diz que a beleza física é " a flor da virtude" como se a alma modelasse sempre o corpo e como se a um belo corpo só uma bela alma pudesse corresponder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-2052890384199192494?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/2052890384199192494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=2052890384199192494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2052890384199192494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/2052890384199192494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/09/eros.html' title='Eros'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-4673135964402374416</id><published>2007-05-20T11:04:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T18:05:11.644+01:00</updated><title type='text'>Ariadne</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Ariadne foi abandonada por Teseu em Naxos. O que foi injusto porque, sem Ariadne, não teria vencido o Minotauro de Creta, libertando os atenienses. Mas a verdade é que Teseu a deixou. Devia ser um jovem impaciente e é possível que houvessem tido algum arrufo. Pobre Ariadne! Acorda, procurando o amante...e descobre que desapareceu! Olha para o mar e vê o navio afastando-se rumo ao Ocidente. Ele vai para Atenas sem ela, esquecendo todas as suas promessas.&lt;br /&gt;Não devia ter feito promessas. Assim, não faltaria à palavra dada. Outra prova da cansativa negligência de Teseu e da sua incapacidade para compreender a essência de uma promessa, foi quando esqueceu a promessa que fizera ao pai. Deixou a vela preta no navio e esqueceu-se de a substituir pela branca... e o pobre pai Egeu, esperando o seu regresso em Súnion, pensou que o filho morrera e atirou-se ao mar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/Ariadne01.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt; Abandonada em Naxos, Ariadne desfez-se em lágrimas. Como chora o seu infiel amante! Mas é logo consolada! Eis que se aproxima o deus do vinho e da alegria, de olhos incendiados. Envergando (podemos fantasiar) as suas habituais peles de leopardo, dirige-se a ela numa quadriga veloz, puxada por majestosos cavalos. Vê Ariadne...e o problema dela fica resolvido! Substitui Teseu por um novo amante. Troca bronze por ouro. Um deus no lugar de um homem. Sim, Dionísio veio a Naxos. O deus da paixão, das delícias e do vinho.&lt;br /&gt;Até podemos imaginar o séquito de Dionísio no meio daquela vegetação muito verde. O estrondo dos címbalos, o som das flautas...Sátiros dançando na sombra à medida que o belo jovem avança. Os olhos de Ariadne brilham, observando este fenómeno divino.&lt;br /&gt;Extasiada, entrega-se ao deus e dá-se a sua união.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://grecia01.no.sapo.pt/sunion.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;SUNION&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nudez da luz (cujo exterior é o interior)&lt;br /&gt;Na nudez do vento ( que a si próprio se rodeia)&lt;br /&gt;Na nudez marinha (duplicada pelo sal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma a uma são ditas as colunas de Sunion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sophia de Mello breyner Andresen -&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-4673135964402374416?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/4673135964402374416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=4673135964402374416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4673135964402374416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4673135964402374416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/05/ariadne.html' title='Ariadne'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-4896374525757928087</id><published>2007-01-14T18:05:00.000Z</published><updated>2008-09-03T18:06:04.047+01:00</updated><title type='text'>Lisístrata - A greve do sexo</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/atenas.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Para acabar com a Guerra do Peloponeso, Lisístrata reúne, em Atenas, um plenário de mulheres que decidem fazer greve de sexo contra os respectivos maridos, que há vinte anos travam uma guerra que parece não ter fim,  e ocupar a Acrópole, onde estava depositado o tesouro ateniense que sustentava o conflito.&lt;br /&gt;Um grupo de velhos tenta expulsar da Acrópole as mulheres em luta, enquanto que um comandante militar ensaia, em vão, a prisão de Lisístrata, protegida pelas restantes mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta comédia do grego Aristófanes (cerca de 455 a C. - cerca de 375 a C.) é uma das mais deliciosas peças do teatro grego clássico. &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;div style="visibility:hidden;position:absolute;top;"&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;OBJECT ID="mp" classid="CLSID:22D6F312-B0F6-11D0-94AB-0080C74C7E95" type="application/x-oleobject" codebase="http://activex.microsoft.com/activex/controls/mplayer/en/nsmp2inf.cab#Version=6,4,7,1112" width="1" height="1"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="FileName" VALUE="http://deltacat.no.sapo.pt/MulheresdeAtenas.mp3"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="AutoRewind" VALUE="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="Balance" VALUE="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="AutoStart" VALUE="false"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="ShowDisplay" VALUE="true"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="ShowControls" VALUE="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="ShowTracker" VALUE="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;PARAM NAME="PlayCount" VALUE="1"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/OBJECT&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; height:10; width:80"&gt;&lt;br /&gt;&lt;input type="button" value="4" &lt;br /&gt;style="font-size: 11pt; font-family: webdings; color:#E0DB9C; background:; &lt;br /&gt;border:0px none;" ONCLICK="mp.Play()"&gt;&lt;br /&gt;&lt;input type="button" value=";" &lt;br /&gt;style="font-size: 11pt; font-family: webdings; color:#E0DB9C; background:; &lt;br /&gt;border:0px none;" ONCLICK="mp.Pause()"&gt;&lt;br /&gt;&lt;input type="button" value="&lt;" &lt;br /&gt;style="font-size: 11pt; font-family: webdings; color:#E0DB9C; background:; &lt;br /&gt;border:0px none;" ONCLICK="mp.Stop()"&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee scrollamount="1"&gt;&lt;font face="arial" size="1" color="E0DB9C"&gt; :: * Mulheres de Atenas * :: *Chico Buarque*&lt;/font&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-4896374525757928087?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/4896374525757928087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=4896374525757928087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4896374525757928087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4896374525757928087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2007/01/lisstrata-greve-do-sexo.html' title='Lisístrata - A greve do sexo'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-712799683090767836</id><published>2006-11-23T18:06:00.000Z</published><updated>2008-09-03T18:06:57.542+01:00</updated><title type='text'>Parténon</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="10"src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/partenon.jpg"width="350"&gt;&lt;strong&gt;Em qualquer descrição do Parténon não faltam superlativos. Este templo dedicado a Atena Partenon, a deusa padroeira da cidade de Atenas, é considerado o supremo exemplo da aquitectura clássica, uma obra-prima artística e escultural. &lt;br /&gt;O edifício foi erigido em meados do século V a.C. Por essa altura, os Persas, que em 480 a.C., tinham sido bem sucedidos na tomada de Atenas, já haviam sido expulsos e a cidade, sob a influência do estadista Péricles, registava um desenvolvimento incomparável. Este progresso e clima de autoconfiança reflectia-se num sumptuoso projecto de construção custeado pelos tributos exigidos aos aliados de Atenas.&lt;br /&gt;O estilo de construção desenvolvera-se a partir do usado em estruturas de madeira mais simples e o Parténon exibe em pedra toda a elegância desses primeiras soluções. Contudo, a simplicidade que exibe é enganadora. O arquitecto, um grego jónico chamado Ictino, era um mestre da perspectiva, calculando exactamente a forma como um edifício deveria ser concebido para agradar ao olho humano que o observasse de baixo para cima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/friso05.jpg"height="150"&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/friso07.jpg"height="150"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; Desde há muito que se acredita que o friso do Parténon representa uma procissão em honra da deusa Atena, e muitos dos pormenores sustentam esta interpretação. No entanto, existem algumas anomalias e uma teoria afirma que o friso retrata 192 heróis gregos que morreram a combater os Persas na batalha de Maratona em 490 a.C. A presença de uma assembleia completa de deuses, para além de Atena, parece mostrar que se trata de uma cerimónia de invulgar importância e que os heróis da Maratona estão a ser apresentados aos deuses do Olimpo.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/friso03.jpg"height="150"&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/friso01.jpg"height="150"&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/friso06.jpg"height="150"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem moderna que temos dos templos gregos a brilhar de alvura é falsa. O Parténon estava inicialmente pintado de uma cor viva, se não mesmo garrida. Ao longo dos anos, o mármore foi sofrendo os efeitos funestos da poluição de Atenas e dos incalculáveis números de turistas que enchem a Acrópole.&lt;br /&gt;O edifício foi ao longo dos tempos usado com propósitos muito diferentes, servindo como igreja tanto ortodoxa como católica e até como mesquita. Em 1687, o exército turco usava-o como paiol de pólvora quando as forças venezianas o fizeram explodir.&lt;br /&gt;Projectos de restauro duvidosos do século XIX acabaram por não ir para a frente e hoje em dia, apesar de todos estes factores, o Parténon, permanece uma visão verdadeiramente impressionante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-712799683090767836?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/712799683090767836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=712799683090767836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/712799683090767836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/712799683090767836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/11/partnon.html' title='Parténon'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-4828766810773581322</id><published>2006-11-03T22:07:00.000Z</published><updated>2008-09-03T18:08:51.643+01:00</updated><title type='text'>A caixa de Pandora</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Prometeu criou o homem, dando-lhe forma e inteligência. A única coisa que diferenciava o homem dos deuses era que eles não possuiam o fogo e por isso Zeus o escondeu.&lt;br /&gt;Mas Prometeu quebra um pequeno galho seco de uma árvore, voa rapidamente até ao céu e o acende no calor do Carro do Sol. Agora que os homens conhecem o segredo do precioso elemento, pouco os difere dos deuses. Os deuses entram em pânico. Discutem como tornar os homens novamente submissos e humildes.  Mas Zeus inventa a forma mais rápida de destruir o paraíso dos homens: a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="15"src="http://delta04.no.sapo.pt/pandora.jpg"width="275"&gt;Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano), o Deus das Artes, que modelasse uma mulher semelhante às deusas imortais e que ela fosse muito dotada.  Poucas horas depois, Hefesto chegou com uma estátua de pedra que retratava uma belíssima e encantadora donzela. Ela era linda, e clara como a neve. Atena deu-lhe a vida com um sopro e ensinou-lhe a arte da tecelagem, os outros deuses dotaram-na de todos os encantos: Afrodite deu-lhe a beleza, o desejo indomável e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Apolo confere-lhe a voz suave do canto e a música, as Graças embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro e Hermes, a persuasão. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, Hermes deu-lhe graciosa fala enchendo-lhe o coração de artimanhas, imprudência, ardis, mentira e astúcia. Por tudo isso ela recebeu o nome de Pandora ( "a que possui todos os dons"). E da forma mais perfeita e eficaz fez-se o malefício.&lt;br /&gt;Enfim a bela Pandora está pronta para cumprir sua missão.  Mas antes de enviá-la em sua caminhada, Zeus entrega-lhe uma caixa coberta com uma tampa. Nela estão contidos todos os males que desde então se abateram sobre a humanidade, &lt;br /&gt;Pandora é então enviada como presente a Epimeteu cujo nome significa ("aquele que pensa depois" ou "o que reflete tardiamente"). &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Epimeteu havia sido avisado por Prometeu para não aceitar nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera as recomendações do irmão. Pandora chega trazendo em suas mãos uma caixa fechada que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora abre-a diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas as maldições e pragas que assolam todo o planeta. Desgraças que até hoje atormentam a humanidade. Pandora ainda tenta fechar a caixa divina, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a excepção da "esperança", que permaneceu presa junto à borda da caixa. A única forma do homem para não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. Assim, essa narração mítica explica a origem do males, trazidos com a perspicácia e astúcia “daquela que possui todos os dons”. &lt;br /&gt;Mas Zeus não quer que os homens esperem mais nada. A um só gesto do deus, Pandora fecha a caixa, deixando a esperança calada no fundo, escondida para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=right hspace="15"src="http://delta04.no.sapo.pt/pandora01.jpg"width="275"&gt; Deste mito ficou a expressão "caixa de Pandora", que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Abrir a Caixa de Pandora significa que uma acção pequena e bem-intencionada pode provocar uma avalanche de repercussões negativas.&lt;br /&gt;No mito de Prometeu e de Pandora, a mulher aparece como um "presente" dado aos homens. Semelhante às deusas ela foi moldada em suas feições recebendo ainda todos os dons divinos. E foi Hermes quem lhe pôs no coração a perfídia e os discursos enganosos, além da curiosidade. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Desde então, a mulher é considerada a origem de todos os tormentos do homem. Tanto na tradição Grega quanto na Judaico-Cristã há uma tentativa de transgressão dos limites humanos e é a entidade feminina quem impulsiona o homem para tal acção. Na narrativa dos Hebreus a tomada de consciência era oferecida ao homem por Eva. No mito Grego, houve primeiro uma simulação frustada  pela brincadeira de Prometeu ao tentar testar o poder e a clarividência dos Deuses. Depois o próprio Prometeu traz o fogo como presente mas os homens embevecidos com a nova condição,  julgam-se iguais aos deuses e provocam uma situação de serem punidos novamente. Aí chega Pandora que ao abrir a caixa derrama sobre a terra todas as desgraças. E a consequência é a perda do paraíso. Mas também se não fossemos expulsos, não cresceríamos. Ainda hoje, a visão que se tem da mulher costuma ser permeada da influência desses dois mitos. Há quem a veja como uma bênção e daria tudo para ter a sua companhia. Há, por outro lado, quem pense diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-4828766810773581322?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/4828766810773581322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=4828766810773581322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4828766810773581322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/4828766810773581322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/11/caixa-de-pandora.html' title='A caixa de Pandora'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-7804605157510269072</id><published>2006-10-09T18:20:00.001+01:00</published><updated>2008-09-03T18:24:01.322+01:00</updated><title type='text'>Prometeu... o criador do homem.</title><content type='html'> &lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Seja qual for a base histórica, a guerra de Tróia é o episódio isolado mais importante, ou complexo de episódios, que sobreviveram na mitologia e nas lendas gregas. Os eventos que causaram a guerra e aqueles que se seguiram estão combinados num grupo de estórias conhecidas como o Ciclo Troiano: algumas são conhecidas a partir dos dois grandes poemas Homéricos, a &lt;i&gt;Ilíada&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Odisséia&lt;/i&gt;, mas outras partes da estória devem ser reunidas de numerosas outras fontes, indo desde os dramaturgos gregos do século V a.C., até autores romanos mais recentes. A estória como um todo pode ser comparada a uma ópera wagneriana na sua riqueza e complexidade,  ao entrelaçar de personagens e temas; é bastante romântica e de grande apelo humano, pois, como todos os mitos gregos, trata-se da estória fundamental do homem e da sua luta face ao destino e aos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="15"src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/prometeu01.jpg"width="275"&gt;Um dos primeiros elos da cadeia de eventos que formaram o prelúdio da guerra de Tróia foi forjado por Prometeu. &lt;br /&gt;A figura trágica e rebelde de Prometeu, símbolo da humanidade, constitui um dos mitos gregos mais presentes na cultura ocidental. Filho de Jápeto e Clímene, Prometeu pertencia à estirpe dos Titãs, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses olímpicos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Hesíodo relatou, em sua Teogonia, como Prometeu roubou o fogo escondido no Olimpo para entregá-lo aos homens. Fez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida. Para castigá-lo, Zeus enviou-lhe a bela Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Prometeu resistiu aos encantos dessa mensageira,  Zeus para o castigar, ordenou que Vulcano o acorrentasse a um rochedo no cimo do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou abutre) ia comer-lhe o fígado, que, sendo Prometeu imortal, voltava a regenerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=right  hspace="15"src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/prometeu.jpg"width="280"&gt;O mito de Prometeu, inseparável da questão da origem do "fogo", situa-se entre os mais antigos e universais, pois encontramos seus equivalentes nas mitologias indiana, germânica, céltica e eslava. O fogo significava a matéria-prima alquímica que originava e fortalecia a inteligência e a sabedoria, fazendo com que os Homens se diferenciassem dos animais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia teatral "Prometeu Acorrentado", de Ésquilo, foi a primeira a apresentá-lo como um rebelde contra a injustiça e a omnipotência das forças da natureza, imagem particularmente apreciada pelos poetas românticos, que viram nele a encarnação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho o seu destino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeu significa etimologicamente "o que é previdente", o que pensa primeiro e depois age, ao contrário de seu irmão, Epimeteu, aquele que primeira faz e depois reflecte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta romântico alemão Goethe escreveu um pequeno poema de 8 estrofes sobre a lenda de Prometeu entitulado "Prometheus" (1774):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left hspace="15"src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/ragle.jpg"width="315"&gt;"Encobre o teu Céu ó Zeus&lt;br /&gt;com nebuloso véu e,&lt;br /&gt;semelhante ao jovem que gosta&lt;br /&gt;de recolher cardos&lt;br /&gt;retira-te para os altos do carvalho ereto&lt;br /&gt;Mas deixa que eu desfrute a Terra,&lt;br /&gt;que é minha, tanto quanto esta cabana&lt;br /&gt;que habito e que não é obra tua&lt;br /&gt;e também minha lareira que,&lt;br /&gt;quando arde, sua labareda me doura.&lt;br /&gt;Tu me invejas!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Eu honrar a ti? Por quê?&lt;br /&gt;Livras-te a carga do abatido?&lt;br /&gt;Enxugaste por acaso a lágrima do triste?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Por acaso imaginaste, num delírio,&lt;br /&gt;que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo&lt;br /&gt;por alguns dos meus sonhos se haverem&lt;br /&gt;frustrado?&lt;br /&gt;Pois não: aqui me tens&lt;br /&gt;e homens farei segundo minha própria imagem:&lt;br /&gt;homens que logo serão meus iguais&lt;br /&gt;que irão padecer e chorar, gozar e sofrer&lt;br /&gt;e, mesmo que forem parias,&lt;br /&gt;não se renderão a ti como eu fiz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goethe descreve um homem extraordinário, que se nega a venerar deuses ou estar sob a submissão de alguém. A partir de então Prometeu ficou conhecido como uma importante figura no Romantismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-7804605157510269072?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/7804605157510269072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=7804605157510269072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/7804605157510269072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/7804605157510269072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/10/seja-qual-for-base-histrica-guerra-de.html' title='Prometeu... o criador do homem.'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-3451631932762617461</id><published>2006-09-20T18:24:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T18:24:44.679+01:00</updated><title type='text'>A História ressoa com os gritos das mulheres.</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="15"src="http://deltablogs.no.sapo.pt/aeneas_cassandra.jpg"width="350"&gt;&lt;strong&gt;As páginas dos manuais prestam pouca atenção a determinados pormenores. Em vez disso, fazem-nos relatos secos de estratégias militares e ataques de flanco, da astúcia dos generais e da concentrção dos exércitos. Vemos ilustrações de homens de armadura, de espada em riste, corpos musculosos contorcidos nos estertores do combate. Vemos quadros de chefes em cima de nobres montadas, a fitarem os campos onde os soldados se dispõem como filas de trigo à espera da foice. Vemos mapas com setas que traçam a marcha dos exércitos conquistadores e lemos os versos das baladas marciais entoadas em nome do rei e da pátria. Os triunfos dos homens são sempre escritos em letras grandes com o sangue dos soldados.&lt;br /&gt;Raramente se fala das mulheres.&lt;br /&gt;Mas todos nós sabemos que elas estão lá, carne suave e pele macia, e que o seu perfume perpassa pelas páginas da História. Todos nós sabemos, embora possamos não falar disso, que a selvajaria da guerra não se confina aos campos de batalha. Que, quando o último soldado inimigo tomba e um exército se ergue glorioso, é para as mulheres conquistadas que o exército volta seguidamente a atenção.&lt;br /&gt;Sempre assim foi, embora a realidade brutal raramente seja mencionada nos manuais de história. Em vez disso, leio sobre guerras fulgurantes como bronze, donde todos saem gloriosos. Sobre gregos, que combatem sob o olhar vigilante dos deuses, sobre a Guerra de Tróia, que, segundo o poeta Homero, foi uma guerra travada por heróis: Aquiles e Heitor, Ajax e Ulisses, nomes hoje consagrados por toda a eternidade. Homero escreve sobre o tinir das espadas, sobre o voo das flechas e sobre o solo ensopado de sangue. É o poeta Eurípides quem nos fala das consequências para as mulheres de Tróia, mas até ele é circunspecto. Não se demora em pormenores. Conta-nos que uma aterrorizada Cassandra foi arrastada do Templo de Atena por Ajax, mas deixa à nossa imaginação o que se segue. O rasgar das suas vestes, o desnudar da sua pele. Os gritos de dor e desespero dela.&lt;br /&gt;Por toda a vencida cidade de Tróia devem ter ecoado gritos desses das gargantas de outras mulheres, à medida que os gregos vitoriosos se apoderavam do que lhes era devido e marcavam a sua vitória na carne das mulheres conquistadas. Teriam deixado vivo algum troiano para que este assistisse?&lt;br /&gt;Os Antigos não falam disso. Mas que melhor maneira de cantar vitória do que abusar do corpo dos entes queridos do inimigo? Que prova mais poderosa pode haver de que o inimigo foi derrotado, humilhado, do que obrigá-lo a assistir enquanto o vencedor goza vezes sem conta?&lt;br /&gt;Afinal o triunfo exige espectadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-3451631932762617461?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/3451631932762617461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=3451631932762617461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3451631932762617461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3451631932762617461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/09/histria-ressoa-com-os-gritos-das.html' title='A História ressoa com os gritos das mulheres.'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-3638392280363085682</id><published>2006-07-20T18:24:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T18:25:44.278+01:00</updated><title type='text'>Guerra de Tróia</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;A Guerra de Tróia prolongou-se por dez anos repletos de brutalidade. O sangue virgem de Ifigénia, derramado no altar em Áulis, enviara mil navios gregos com o vento de feição rumo a Tróia; no entanto, a vitória rápida não esperava os Gregos e isso porque os deuses do Olimpo estavam divididos.&lt;br /&gt;Durante dez anos sangrentos, os Gregos sitiaram Tróia. Durante dez anos, não desistiram, atirando-se contra as muralhas dos inimigos, enquanto a sua sorte e infortúnio eram ditados pelos caprichos dos deuses.&lt;br /&gt;Afrodite e Ares, assim como Apólo e Ártemis, tomavam o partido de Tróia. Pelo lado da Grécia estavam Hera, Atena e Posídon. A vitória vogava constantemente de um lado para o outro ao sabor do vento, tão inconstante como as brisas. Os heróis chacinavam e eram chacinados e o poeta Vírgilio diz que pela terra corriam rios de sangue.&lt;br /&gt;No fim, não foi a força, mas a artimanha que obrigou Tróia a render-se. Na alvorada do último dia de Tróia, quando os soldados que a defendiam despertaram, depararam com um gigantesco cavalo de madeira que fora deixado defronte dos seus portões centenários.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://delta2imagens.no.sapo.pt/troiacavalo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Quando penso no Cavalo de Tróia, fico intrigada pela patetice dos soldados troianos. Quando começaram a empurrar aquele monstro de madeira para o interior da cidade, como podiam não saber que o inimigo estava escondido dentro do Cavalo? Porque motivo o levaram para dentro das muralhas de Tróia? Porque passaram aquela noite a festejar, toldando as suas mentes, numa celebração de embriaguez pela vitória?&lt;br /&gt;Talvez fossem as muralhas inexpugnáveis que os levaram a comprazer-se consigo próprios. Depois de terem fechado os portões e reforçado as barricadas, como é que o inimigo os poderia atacar? Ao fim e ao cabo, encerraram-se na cidade e eles ficaram do lado de fora das muralhas.&lt;br /&gt;Ninguém parou para considerar a possibilidade de o inimigo se encontrar no lado de dentro dos portões. Ninguém parou para pensar que o inimigo talvez se encontrasse já ali, junto deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-3638392280363085682?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/3638392280363085682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=3638392280363085682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3638392280363085682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/3638392280363085682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/07/guerra-de-tria.html' title='Guerra de Tróia'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8212201691566378428.post-8444232060922383667</id><published>2006-07-07T18:25:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T18:26:37.553+01:00</updated><title type='text'>Ifigénia</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left  hspace="15"src="http://deltablogs.no.sapo.pt/Artemis_Versailles.JPG"&gt;&lt;strong&gt;Um lugar de ventos fortes e marés perigosas. É assim o porto grego de Áulis. É aqui que se encontram as ruínas do antigo Templo de Ártemis, a deusa da caça. &lt;br /&gt;Foi em Áulis que se reuniram mil navios gregos para lançar o seu ataque a Tróia. Mas os ventos do Norte começaram a soprar, impedindo que os navios avançassem. Dia após dia, o vento soprava implacável e o Exército grego, sob o comando do rei Agamémnon, começou a dar mostras de inquietude e irritação.&lt;br /&gt;Uma vidente revelou a razão daqueles ventos adversos: a deusa Ártemis estava encolerizada porque Agamémnon tinha chacinado uma das suas corças selvagens. Recusava-se a permitir que os gregos partissem a menos que Agamémnon lhe oferecesse um sacrifício terrível: a sua filha Ifigénia.&lt;br /&gt;Assim, ele mandou chamar Ifigénia, afirmando que lhe tinha arranjado um casamento magnífico com Aquiles. Ela não sabia que, em vez disso, ia a caminho da morte.&lt;br /&gt;A despeito das suas orações e gritos de "Meu Pai, poupai-me", os guerreiros levaram-na para o altar de sacrifício.&lt;br /&gt;Eurípedes, o poeta trágico da Antiguidade, escreveu que os soldados de Atreu e todo o exército fixaram os olhos no chão, sem querer ver o derramamento do sangue da sua virgem. Não quiseram testemunhar o horror.&lt;br /&gt;As tropas em silêncio reunidas numa atmosfera de tristeza. O bater dos tambores, não o rufar jubilante de uma celebração matrimonial, mas o rufar de uma marcha sombria em direcção à morte. O cortejo, uma longa fila serpenteante a caminho do pequeno bosque. A donzela, branca como um cisne, ladeada pelos soldados e sacerdotes. O rufar dos tambores pára. Ifigénia é levada, a gritar, para o altar. Estendem-na em cima da pedra fria. O pescoço níveo desnudado para a lâmina.&lt;br /&gt;Talvez seja o próprio Agamémnon quem empunha a espada porque de que vale sacrificar alguém se não for o próprio a derramar o sangue sacrificial?&lt;br /&gt;Agamémnon abeira-se do altar onde a sua própria filha está deitada, a carne tenra exposta a todos os olhares. Ela implora-lhe, mais uma vez, que poupe a sua vida. mas as suas súplicas são em vão.&lt;br /&gt;O sacerdote agarra-a pelos cabelos, puxando a cabeça para trás a fim de expor a garganta. Por baixo da pele branca a artéria pulsa, assinalando o lugar em que a lâmina deve cortar.&lt;br /&gt;Agamémnon mantém-se ao lado da filha, baixando o olhar para o rosto que ama. O seu sangue corre nas veias dela. Nos seus olhos vê os seus próprios olhos. Ao cortar a sua garganta estará a cortar a sua própria carne.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://deltablogs.no.sapo.pt/Iphigenia02.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Ergue a espada. Os soldados permanecem em silêncio, como estátuas entre as árvores do bosque sagrado. Vê-se o fremir da pulsação no pescoço da jovem.&lt;br /&gt;Ártemis exige o sacrifício. Agamémnon tem de cumprir.&lt;br /&gt;Encosta a lâmina ao pescoço da filha fazendo pressão, golpeando em profundidade. O sangue começa a esguichar como que de um fonte, salpicando o rosto dele com gotas quentes.&lt;br /&gt;Ifigénia ainda não morreu, os olhos revirados em horror enquanto o sangue jorra do seu pescoço. Aquando das derradeiras pulsações do coração, Ifigénia olha para o firmamento que escurece, sentindo a calidez do próprio sangue que esguichou para a sua face.&lt;br /&gt;Os Antigos dizem que quase imediatamente o vento Norte deixou de soprar. Ártemis estava satisfeita.&lt;br /&gt;Por fim, os navios gregos fizeram-se ao mar, os exércitos combateram e Tróia caiu.&lt;br /&gt;No contexto desse derramamento de sangue de proporções incomensuráveis, o sacrifício de uma jovem virgem não tem o mínimo significado.&lt;br /&gt;Mas quando penso na Guerra de Tróia; o que ocorre ao meu pensamento não é o cavalo de madeira, nem o entrechocar de espadas, nem os mil navios negros com as suas velas desfraldadas. Não. É a imagem do corpo de Ifigénia, exangue e mostrando a palidez da morte, com o pai ao seu lado a empunhar a espada ensanguentada.&lt;br /&gt;O nobre Agamémnon com lágrimas nos olhos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8212201691566378428-8444232060922383667?l=deltagata1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deltagata1.blogspot.com/feeds/8444232060922383667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8212201691566378428&amp;postID=8444232060922383667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/8444232060922383667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8212201691566378428/posts/default/8444232060922383667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deltagata1.blogspot.com/2006/07/ifignia.html' title='Ifigénia'/><author><name>delta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14778968274361154996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Vv8CX_uK6Co/TNCTvneqkBI/AAAAAAAAAEQ/jiKsvPMh-ro/S220/cat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
